2 anos depois

Depois de o local onde trabalhava experimentar as garras do corporate world e com o tempo as pessoas com quem trabalhava passarem do estado empregado para desempregado com excepção de alguns. Parece que no meu caso a escolha até agora ficou a meu critério o que é sempre bom. Foram uns bons dois anos e meio de trabalho, complicações e algum stress mas já tinha passado por pior. Aperfeiçoei bastante os meus conhecimentos e consegui aplicar o que aperfeiçoei o que foi bom. Os sistemas proprietários ficaram ainda mais marcados na minha experiência como uma boa forma de controlar desenvolvedores e de os manter num estado de incapacidade face a problemas de gestão de recursos da máquina e liberdade para criar.
Relembro que depois de promessas a tanta gente e beneficios supostamente garantidos a tantos que me acompanharam para este local quantos ficaram ? Uns 10 talvez… Quem estava mais abaixo na hierarquia não demorou a sair e está agora na boca do lobo da crise não recebiam bem e o stress que tinham também não deveria compensar o trabalho a que se sujeitaram só para ficar com o estado de “empregado”. Quem tem contactos vai-se safando arranjando algum trabalho por aí, os outros aguardam uma hipotese de ainda poderem mostrar o que valem.
O país (Portugal) deu uma volta de 180º da expansão e do progresso, desenvolvimento e modernismo passou para uma politica de contenção e como sempre quem sofre são os mais pequenos. As palavras podem parecer comunistas mas a verdade é que são uma expressão da realidade. Depois de tantos anos dizem que ainda se fala de Salazar se calhar é porque ele foi o último governante com alguma inteligência neste país. As pequenas empresas hoje tentam remar contra a maré negativa que se avisinha sempre com recurso à palavra que mais identifica os portugueses… Desenrasque, sem desenrasque não haverá solução pois não podem esperar pela mão do governo.

O país tem boas qualidades e a Europa ajuda bastante a que ele saia da imagem de republica das bananas, até na Tunísia dizem que o país pode vir ser igual a Portugal isto quando a nossa dívida e austeridade aumenta. Mas isto não é tudo na vida.

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IEFP e Ilegalidades

No blog http://mata-o-monstro.blogspot.com/2009/06/iefp-ilegalidades.html poderão ler o artigo completo

Seguem abaixo alguns trechos.

“incrível como é que um site do estado permite que se coloquem anuncios ilegais, contra o código de trabalho e as suas regras básicas…”
(…)
“quem aceitar este emprego terá que trabalhar das 8h às 23h, 15h…”

“No descanso semanal temos: Folga à semana…ai ai ai, afinal quantas horas trabalham estes desgraçados por semana?? Ora 13hx6dias= 78h/semana, se ao menos pagassem as 38h a mais como hora-extra e a hora das 22h às 23h como nocturna…mas não é assim, trabalha-se 78h/semana e ganha-se a real merda de 500€, isto é escravatura minha gente!!”

“Perunta:Estamos onde?
Resposta:Num país de 3º mundo! ”

Surgem tentativas de escravatura no país todos os dias. Infelizmente os desesperados aceitam o que não os impede de ir lixando o patrão como modo de vingança 😡

dia do pai

“Pai quando me disseste para trabalhar, podias ter-me dito que existiam trabalhos em que não se faz esforço nem se tem stress’s, quer dizer podias-me ter dito que existiam empregos.”

— anonymous

PS: Não, não é só no publico.

Trabalhadores processam empregadores por usarem Windows Vista

via webtuga by the register

“Nos Estados Unidos da América, vários trabalhadores que recebem à hora estão a processar os seus empregadores devido ao tempo que o Windows Millenium 2.0, vulgo Windows Vista, demora a fazer boot e a desligar.  De acordo com um dos representantes destes trabalhadores, o advogado Mark Thiernman, os trabalhadores perdem até duas horas de ordenado todas as semanas devido ao tempo que o Windows Vista demora até se fazer login. A entrada ao trabalho destes trabalhadores só é contabilizada quando fazem login, e como o ME 2.0 é, de acordo com estes trabalhadores, lento como o raio, eles tão no local de trabalho mas não estão oficialmente a trabalhar.  O mesmo se passa quando estão a desligar o computador. O tempo que têm que esperar até o computador estar desligado não é contabilizado, logo é dinheiro que não recebem.  Aposto que estes trabalhadores estão à espera que o 7 do Windows seja um número da sorte para eles e não para os seus empregadores. Mas se a tradição se mantiver, vai ser um número de azar para eles.”

Temp work

Devido aos novos contractos temporários que as empresas criam elas não se estarão a arriscar que os trabalhores arranjem empregos melhores e as mandem dar uma volta sem qualquer aviso.

Desde já aproveito para indicar o trabalho temporário como a nova forma de trabalho precário para as empresas evitarem os recibos verdes.

Your work is going to fill a large part of your life

Your work is going to fill a large part of your life, and the only way
to be truly satisfied is to do what you believe is great work.
And the only way to do great work is to love what you do.
If you haven’t found it yet, keep looking, and don’t settle.
As with all matters of the heart, you’ll know when you find it.

~ Steve Jobs

http://thinksimplenow.com/happiness/dream-to-reality-how-i-quit-my-day-job/

quality of service

Em conversa com um colega ele referiu que quando temos de gerir servidores de 50000 clientes a experiência é melhor do que gerir 20, achei um comentário no mínimo, mínimo. Conheço mais 3 administradores de sistemas bem capazes cujo número de clientes não deve chegar aos 100 e no entanto o empenho e atenção aos detalhes permite-lhes sempre encontrar a melhor solução, se ela funciona sobre maior stress ou não isso já vai dos tweaks que tudo necessita à medida do crescimento.

Pessoalmente acho que a capacidade de responder a 36000 clientes ou 20 depende da máquina, solução e configuração, altera-se pouco nessas situações minimamente aliás(tudo depende de quem desenhou a arquitectura), a realidade é que parte da diferença entre trabalhar com 36000 clientes vs 20 encontra-se no tempo de resposta e resolução de um problema, por consequência o recurso aos nossos conhecimentos para a sua resolução. Os conhecimentos ditam o resto.

Como meço o meu desempenho e qualidade ?! Aponto um Nº de tarefas a executar a longo prazo+tarefas paralelas+nº de interrupções, comparo com o resultado dos vários servidores ( disponibilidade ) a este conjunto acrescento a minha capacidade de “prever” problemas e prevenir contra os mesmos (cada vez mais difícil) malditos updates.

Neste momento está no geral mais ou menos assim:

~10  , 2 dependem inteiramente do facto de estarem ambos operacionais e aí está 90% do problema que ainda estou a resolver. 10% do problema encontra-se de não ter nem nunca irei ter hardware que tenha capacidade para lidar com redundância de filesystems (porn is higly scalable, business data is not). Alternativas existem e aqui pode-se dizer que os comentários são muitos. Ter algo dependente apenas de um server é algo que abomino mas em certos casos tenho de viver com isso devido às alterações que seriam necessárias aplicar entre as várias “interfaces” que comunicam. A afectar isto tudo existe o custo de equipamento que define a direcção a tomar (not my problem).

Posso também dizer que a melhor altura para fazer “melhoramentos” é quando está tudo uma merda não existe um lado negativo apenas o positivo pois quando na merda qualquer passo que se tome para sair dela é um melhoramento.

O tempo de reacção em situações de stress é algo crítico aqui surpreendo-me ao afirmar que o tenho controlado mas o facto de ter alertas e vários dados para recorrer quando algo falha, diminui o meu tempo de reacção, o facto de já ter lidado com o mais variado tipo de situações reduz ainda mais o tempo de reacção. Ainda demoro um pouco a escrever bash scripts…

Quanto mais clientes mais experiência ? Não. Por vezes 10 clientes com um serviço que precisa  estar allways on, é muito mais exigente e reclama a qualquer problema do que um outro que não tem tanta necessidade do serviço, por isso o número de clientes é variável.

O mais importante que aprendi até hoje é que o load average não é proporcional ao uso de cpu e nunca fazer alterações quando em estado zombie ( apenas 2 horas de sono ) faça o que se fizer vai dar merda é uma questão de tempo. Lado positivo em estado zombie não existe sentimento de stress apenas uma leve chatice.

O mais inútil que aprendi é que … Não existe nada de inútil na vida.

O que eu gostaria era poder alterar a configuração de um monte maganos que andam por aí e à custa deles temos de andar com hacks.

Um factor importante é o tempo se o problema ocorreu às 22h52 foi às 22h52 e não às 22h53 !
A minha shell é assim:

[03:36:53] andre@linux-wii:~$

São 3h18m hoje não trabalho ia a Lisboa e a viagem acabou por ficar sem efeito mas tenho de acordar às 4h da manhã.